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Semana a semana · 7º mês

28 semanas de gravidez: começa o terceiro trimestre

Começa o terceiro trimestre. O bebê passou de um quilo, reconhece as vozes que ouve todo dia e percebe a claridade que atravessa a barriga. No pré-natal, a agenda fica mais apertada e a dTpa entra na conversa.

Equipe Minha Sementinha Atualizado em agosto de 2026 · 3 min de leitura
Aquarela de berinjela — o tamanho aproximado do bebê com 28 semanas
Tamanho ~37,6 cm como uma berinjela
Peso ~1,1 kg estimativa média
Faltam 12 semanas para as 40 completas

O bebê nesta semana

Ele distingue vozes conhecidas e reage de um jeito diferente a cada uma. Em estudos com monitoramento cardíaco, o coração do bebê muda de ritmo quando ele ouve a voz da mãe. Músicas repetidas ao longo das semanas também ficam guardadas, e algumas acalmam o choro depois do nascimento. Nada disso exige esforço especial: a sua rotina falada já monta o repertório.

Com os olhos abertos e a retina ativa, ele também percebe as variações de claridade que chegam do lado de fora. O útero não é escuridão total, é uma penumbra avermelhada que fica mais clara em dia de sol. Essa alternância entre claro e escuro é a primeira aula do ciclo de dia e noite que ele vai construir, com calma, depois de nascer.

As consultas ficam mais próximas

O pré-natal muda de ritmo no terceiro trimestre: as consultas, que eram mensais, costumam passar a quinzenais, e perto da semana 36 viram semanais. Isso não é sinal de preocupação, é o protocolo padrão para acompanhar de perto a pressão, o crescimento do bebê e os primeiros sinais de trabalho de parto.

As idas ficam mais frequentes justamente quando se locomover fica menos confortável, então vale combinar caronas e escolher horários com antecedência. Aproveite as consultas para as dúvidas sobre o parto, que começam a se acumular por aqui: quem pode entrar com você, o que a maternidade oferece, como funciona o plano de parto. Perguntar cedo dá tempo de mudar de ideia.

A vacina dTpa

A dTpa protege o bebê contra a coqueluche, uma infecção respiratória que é grave nos primeiros meses de vida. Os anticorpos que você produz atravessam a placenta e cobrem esse período até ele poder receber a própria vacina, o que só acontece aos 2 meses. No Brasil, ela é indicada em toda gestação, a partir da semana 20, e o terceiro trimestre é a fase mais comum de aplicar, entre as semanas 27 e 36.

A vacina da gripe e a checagem da hepatite B também fazem parte do calendário da gestante. Quem convive com o bebê pode atualizar a própria vacinação, porque a coqueluche costuma chegar em casa pelos adultos. Quem acompanha seu pré-natal organiza essas datas com você.

O que fazer agora

Tomar a dTpa, se ainda não tomou; a janela vai da semana 27 à 36.
Combinar a agenda das próximas consultas, que passam a ser de 15 em 15 dias.
Começar a reparar no padrão de movimentos do bebê ao longo do dia, sem contar chute por chute.
Anotar em algum lugar as dúvidas sobre o parto para levar à próxima consulta.

Perguntas frequentes

28 semanas são quantos meses?

Você entrou no 7º mês, que vai da semana 28 à 31, e no terceiro trimestre. Faltam 12 semanas para as 40 completas. Se quiser conferir a sua semana exata ou a data provável do parto, a <a href="/calculadora-gestacional/">calculadora gestacional</a> faz a conta a partir da última menstruação.

A dTpa precisa ser repetida a cada gestação?

Sim. Os anticorpos que passam para o bebê são os que você produz naquela gestação, então a proteção não se transfere de um filho para o outro. Por isso a recomendação é aplicar em toda gravidez, mesmo que a última tenha sido há pouco tempo. A vacina é segura para você e para o bebê nessa fase.

Consulta de 15 em 15 dias significa que algo está errado?

Não. É o intervalo padrão do terceiro trimestre para qualquer gestação, inclusive as de baixo risco. O que muda nesse período é a velocidade com que as coisas acontecem: pressão, crescimento do bebê e sinais de parto merecem checagem mais próxima. Se houvesse alguma preocupação específica, quem acompanha seu pré-natal diria isso com todas as letras.

Referências
  • Ministério da Saúde — Caderneta da Gestante e Atenção ao Pré-Natal de Baixo Risco.
  • Febrasgo — Rastreamento no primeiro trimestre e ultrassonografia morfológica.
  • Organização Mundial da Saúde — Recomendações sobre cuidado pré-natal (2016).

Este conteúdo é educativo e existe para apoiar, não para substituir. Quem acompanha seu pré-natal conhece a sua história — leve suas dúvidas para a consulta.

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